Aprosoja/MT
20/04/2022
15h00

Fortalecimento Institucional

Ataques de porcos selvagens comprometem lavouras de milho em Mato Grosso

Ataques de porcos selvagens comprometem lavouras de milho em Mato Grosso

Ataques de porcos selvagens comprometem lavouras de milho em Mato Grosso

O rastro de destruição deixado por porcos selvagens, conhecidos como “porcos-do-mato” é enorme no Estado. Não é novidade esse tipo de ataque em lavouras de milho, que por ser uma grande fonte de alimentos, atrai os javalis e javaporcos (cruzamento de porco doméstico com javali selvagem). Outra dor de cabeça para o produtor rural de Mato Grosso, são os catetos (catitus) e os queixadas, espécies que tem grande poder de devastação.

Preocupada com os prejuízos causados nas lavouras, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), recomenda que os agricultores utilizem o aplicativo TimeStamp Camera Basic, disponível para Android e IOS. “A Aprosoja recomenda que os produtores façam vídeos com o celular na horizontal O aplicativo ajuda no georreferenciamento dos ataques de porcos do mato, informando a localização exata, data e anexando fotos e vídeos. Isso irá ajudar a montar um banco de dados para o Ministério do Meio Ambiente e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), façam o controle dessas pragas”, destaca o vice-presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber.

Para o produtor de Querência, Nirto Luiz Fasolo Junior, os ataques vêm aumentando na região a cada safra. “Estamos preocupados com os prejuízos que o porco-do-mato vem causando em nossas propriedades, destruindo as lavouras de milho”, frisa Fasolo.

Na região norte do Estado, município de Sorriso, a presença indesejada desses animais selvagens também tem crescido, confirme comenta do produtor rural Tiago Stefanello “Já está insustentável o aumento de porco-do-mato no estado e se continuar assim a perda será muito grande para essa safra”, aponta Stefanello.

Uma medida que auxiliaria o controle e que a maioria dos produtores solicitam é que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), autorize o abate para controle de populacional dos catetos e queixadas.  Em 2013 foi autorizado o abate de javalis e javaporcos sob autorização e supervisão do órgão.

“A caça para consumo humano deveria ser liberada, respeitando as regras ambientais, ajudando a diminuir os ataques e minimizando os prejuízos”, diz o presidente do sindicato rural de Primavera do Leste, Marcos Bravin

 Aprosoja Mato Grosso enfatiza ainda a importância de fazer o cadastro dos ataques através do aplicativo, para que possa ser analisada a região que tem maior incidência de problemas com os animais selvagens.

Veja aqui o Manual de Boas Práticas para controle de Javali, do IBAMA.

 

Augusto Cezar Zanin Camacho

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